Moço, você não pode.

Moço,

Você não pode. Não pode chegar na nossa ciranda e organizar os cantos. Você não pode panfletar a nossa ciranda como se fosse o mensageiro dela. Você não pode dançar a nossa música. Você pode ouvi-l a. Você não pode tocar nosso tambor. Você não pode acender nossa fogueira. Você não pode trançar as nossas fitas e distribui-las como se estivesse nos fazendo um favor. Você não pode tomar o pandeiro das nossas mãos e batucar do seu modo. O ritual é nosso. A ciranda é nossa. Nós decidimos quando acender a fogueira, quando trançar e distribuir as fitas, quando tocar o pandeiro. Nós decidimos como se dança nesse ritual. É nosso e você não pode decidir partes dele. Você pode assisti-lo. Você pode buscar entendê-lo. Você pode mudar pessoalmente a partir dele. Você pode aprender.

Mas moço (feministo que tenta protagonizar o feminismo), você não pode girar a nossa ciranda.

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